| Título | Violência Obstétrica: Influência das redes sociais na perceção das puérperas assistidas na maternidade do Hospital Dr. Baptista de Sousa |
| Autor(es) | |
| Palavras-chave | Violência Obstétrica Redes Sociais Puérperas Humanização no Parto Literacia em Saúde |
| Data | 2026 |
| Resumo | A violência obstétrica é uma expressão nova atribuída a um ato antigo, o que se refere a todo o tipo de violência praticada por profissionais de saúde e direcionada às mulheres, durante os cuidados obstétricos. Antigamente, estes relatos de violência no parto ficavam somente no meio familiar, mas atualmente, com a ascensão das redes sociais, é possível encontrar relatos de violência obstétrica neste meio, que surgem no intuito de alertar as mulheres para que elas se precavenham. Contudo, dependendo do nível de literacia em saúde da mulher, isso pode resultar em impactos negativos que se refletem na hora do parto e diminuem a confiança delas nos sistemas de saúde. Além disso, é um problema mundial de saúde pública e que está sendo normalizado, o qual carece de leis específicas e penalizadoras. Com base nisto, este estudo surgiu com o objetivo de analisar a influência das informações sobre violência obstétrica disseminadas nas redes sociais, na perceção das puérperas assistidas na maternidade do Hospital Dr. Baptista de Sousa. Para alcançar este objetivo, a abordagem metodológica segue um tipo de estudo qualitativo, fenomenológico, de caráter descritivo e com abordagem exploratória, tendo como instrumento de recolha de dados uma entrevista semiestruturada e validada, que foi aplicada a 5 puérperas, nos quais expõem as suas expectativas de parto sob influência das redes sociais, confrontando com a realidade do parto que tiveram na referida maternidade, nos meses entre abril e maio do ano de 2026. Os resultados do estudo demonstram que o nível de escolaridade e as condições socioeconómicas são fatores que influenciam a forma como as puérperas consomem e interpretam as informações do meio digital. As principais redes sociais utilizadas referem-se ao Facebook, whatsapp e o instagram, onde encontram maioritariamente relatos e informações durante a gravidez, e que tiveram efeito direto nas expectativas e perceções de parto. Todas as participantes demonstraram ter um conhecimento prévio de violência obstétrica, porém estes conhecimentos são fragmentados e influenciáveis pelo conteúdo online. Identificou-se que o receio do parto foi amplificado pelas redes sociais (medo de maus tratos e de intervenções), o que, comparado com a realidade apresenta uma discrepância entre relatos de anseios exacerbados e a vivência de partos respeitosos e humanizados. Em suma, identificou-se que as redes socias possuem um papel duplo: ao mesmo tempo que empoderam as mulheres sobre os informações e direitos, refletem também um forte meio de denúncia de abusos no parto, o que amplifica a ansiedade e medos, diminuindo a confiança das mulheres nas unidades de saúde. |
| Tipo | Monografia Licenciatura - Monografia |
| URL_Anexo | Acesso Restrito |