| Título | Crianças Vítimas de Abandono em São Vicente e a Vulnerabilidade ao Uso de Drogas |
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| Palavras-chave | Abandono Infantil Uso de Drogas Vulnerabilidade Social Fatores de risco Fatores de Proteção |
| Data | 2026 |
| Resumo | O abandono infantil e a consequente vulnerabilidade ao uso de substâncias psicoativas representam graves problemáticas sociais que afetam o desenvolvimento integral de menores na ilha de São Vicente, em Cabo Verde. O presente Trabalho teve como objetivo geral identificar e analisar os fatores que aumentam a vulnerabilidade ao uso de drogas entre crianças vítimas de abandono nesta região. Para alcançar este propósito, recorreu-se a uma abordagem qualitativa de natureza exploratória e descritiva, sustentada por pesquisa bibliográfica, documental e mediática. A recolha de dados práticos realizou-se através de entrevistas semiestruturadas aplicadas a profissionais de quatro instituições estratégicas na linha de frente da proteção infantojuvenil: a Aldeia SOS, Curadoria de Menores, o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) e a Polícia Nacional. Os resultados empíricos demonstraram que o abandono infantil é fortemente impulsionado por dinâmicas de pobreza extrema e pela toxicodependência ativa dos progenitores, o que destrói a estrutura de cuidados familiares e empurra o menor para o contexto de rua. Uma vez inserida na rua, a ausência de mecanismos de resiliência psicológica e de supervisão parental torna a criança altamente permeável a uma subcultura desviante, na qual o consumo de substâncias (como o álcool, a cannabis e os solventes) é adotado como estratégia de anestesia emocional para lidar com o trauma da rejeição. Ademais, constatou-se que embora exista uma colaboração interinstitucional ativa e célere orientada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a rede de apoio enfrenta lacunas estruturais críticas, com destaque para a inexistência de uma unidade de desintoxicação para menores em São Vicente, o que gera um efeito adverso de contaminação de condutas nos centros de acolhimento temporário. Conclui-se que, para quebrar o ciclo entre o abandono e a adição, as políticas públicas devem evoluir de um caráter puramente assistencialista para um modelo de intervenção integrada, focado na reabilitação multissetorial das famílias e na criação de respostas especializadas de saúde mental infantojuvenil. |
| Tipo | Monografia Licenciatura - Monografia |
| URL | https://drive.google.com/file/d/1kW3yDndneM1Ns94I7ddYuWjZd9Wqhk8f/view?usp=sharing |
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